Honey, sua ausência depois de tantos dias carrapatiando me fez passar horas e horas olhando pro teto.
Divaguei um monte!
Principalmente na quantidade de vezes que repetimos a palavra “amor” ultimamente.
Sei lá.... é tão estranho.
Sempre acreditei que amor, esse amor homem-mulher, tão pregado em filmes, novelas, livros do romantismo, e cabeça de pessoas mal resolvidas fosse algo plantado por uma sociedade carente de humanidade e afetividade, com a necessidade de utopias rotas para alimentar sua decadência emocional.
Não sei ao certo se minha visão é fruto da decepção da perda do meu pai, dos diálogos com minha mãe, ou da minha alma: meio dura, meio falsa, meio cética, um tanto sensacionalista e muito contraditória.
E agora me pego vomitando “eu te amos” a todo instante, e fazendo juras eternas... é estranho!
Fiquei refletindo sobre isso... sobre o que eu realmente acho que é isso tudo que eu falo com tanta facilidade hoje.
Se eu fosse falar de amor, desse amor tão vomitado e arrotado por ai, teria motivos de sobra pra te “amar”; Você é lindo, o sexo é uma delícia, você me trata com carinho, é inteligente, não tem vícios, tem um futuro promissor, não tem uma ex-grande paixão na sua vida(pelo menos até onde eu sei), não me troca por noitadas.... enfim, tem uma série de adjetivos admiráveis por uma série de mulheres.
A la bicho em extinção mesmo. É claro que o passado teria que ser meio desconhecido, mas isso é só detalhe; Afinal até onde eu sei, não importa o que você foi antes de ser quem você é quando está com a pessoa, e a maioria das mulheres adora “pensar” que domesticou bicho solto!
Mas porque EU te amo? Ou porque eu acho que te amo?
Talvez pelo fato de que pela primeira vez depois de anos me sinto protegida. Não que eu ache que preciso de proteção, mas quando acordo de um pesadelo a noite em pânico, e me sento na cama, um homão de 1,87 me puxa contra ele, me da um monte de beijinhos, e fala que me ama.
Ou porque agora eu tenho alguém que entende a minha falta de vontade de sair de casa em dias de fórmula 1, e o prazer em dormir cedo e acordar as 1:30 pra ver a antipenúltima prova, afinal baladas tem o ano inteiro, fórmula 1 só 18(algo inconcebível a qualquer pessoa da nossa idade, mas que você compactua). E não se compara assistir sozinha a assistir de conchinha né!?!
Também tem o fato de ter alguém que me ensina um monte de coisas novas. Como eu iria entender o funcionamento dos círculos de patentes do exército? Ou o que é um velame? E me por a par da sensação de estar em queda livre!(algo que eu realmente nunca saberei! A não ser por seus relatos! Ansiados, e expectativados com todo o meu coraçãozinho neurótico). Fora as fofocas e curiosidades das operações!rsss
Você me liberta. Me tira medos, traumas, dúvidas, de uma forma tão fácil, tão simples. Me faz caminhar por labirintos que me pareciam tão inatingíveis.... me dando a mão. Me guiando de um jeito que o rastro fica pra sempre ali, marcado, e perfumando pra qualquer dia que eu queira dar uma voltinha.
O seu cheiro.... tão seu! Acho que nunca te falei isso, pelo menos não dessa forma, mesmo porque foi algo que constatei a pouco tempo, mas foi a primeira coisa que me fez afastar qualquer homem de perto de mim depois de que você se tornou você pra mim.
A ausência do seu cheiro.
Isso é tão animal e instintivo que me amedronta! Rss
Não gosto de me sentir primitiva.... você sabe o quanto não gosto! Mas neste ponto, me descobri um animalzinho!rss Preciso do seu cheiro pras células de prazer do meu corpo funcionarem.
Tem o seu sorriso também! Não aquele programado, milimetricamente criado, estudado e aprovado. Não. Estou falando daquele seu sorriso.... meio contido, meio torto, meio sem graça.... de quando agente se pega se olhando, e fica se olhando até quando um dos dois, tímida e bestamente, olha para o outro lado; Como se não fossem duas pessoas que dividem uma cama, e sim como dois adolescentes bobos que nunca se tocaram.(fui muito brega agora né.... so sorry, deve ser culpa dos tapas a la João Kleber!)
Esse cara que arrota ao meu lado, que tira meleca do nariz, que não tem vergonha de derramar lágrimas ao falar ao telefone com o pai, mesmo quando nosso envolvimento era tão distante dessa cumplicidade de hoje.... esse cara, me faz mais dele a cada segundo! Me faz acreditar, não nesse pseudo amor, tão falado por ai, mas em devoção, em cumplicidade, em entrega, em ser feliz com a felicidade do outro, em bem estar cuidando do outro.
Você me disse esses dias, que nós dois somos muito jovens, e que eu não tenho que parar a minha vida.
Eu não to parando, acredite. Eu estou vivendo como nunca! O que pode parecer marasmo e estagnação, é algo tão grandioso pra mim Ramon. É um alicerce tão importante e firme.
Foi isso que eu percebi esses dias. Que eu sempre precisei de pressa!
Sempre me programei pra viver instantes!
Não gosto de usar minha família toda vez que falo de mim, mas sinto isso.... que eu to sempre correndo de tudo, e buscando algo além.
Não preciso correr de tudo e de todos eternamente. Não é assim que eu vou me encontrar.
Me encontrei aqui, agora, com você. Você me faz bem pra caralho! Me faz alguém mais forte, mais sensível, mais humana, mais guerreira.
Tenho total clareza de que de um dia para o outro nós podemos acordar, olharmo-nos e vermos que era tudo bobagem.... que era uma ilusão.... um oásis no meio de uma vida insignificante.
E muito provavelmente será assim.
É assim que a vida é... nebulosidade de ilusões, desilusões, frustrações.... assim como é cheia de momentos lindos e mágicos. O problema é que ta todo mundo tão preocupado em algo que julgam maior, que não dão importância a pequenas coisas que tornam um dia qualquer em um dia perfeito.
E meus dias andam assim.... cheio de pequenas perfeições cotidianas. De esperas saudáveis, de risos gostosos, de noites bem dormidas, de manhãs perfeitas, de refeições tranqüilizantes, de beijos cheios de carinho, de tapas prazerosos, de anseios compartilhados, enfim.... de instantes perfeitos.
Não te quero prisioneiro de minhas escolhas jamais!
Quero agente seguindo o “ciclo natural das coisas”, igual foi até aqui. Assim como não vou embora porque não acho que seria algo sensato quando penso em nós dois e no nosso envolvimento, não quero passar nem um dia a seu lado porque decidi ficar.
Minha intenção não é a de te eximir, nem a mim. Só quero agente continuando.... assim;
Dessa forma livre, leve, e fácil, que nos fez estar tão perto, e dividir tanta coisa(boas e ruins, diga-se de passagem) juntos.
Te amo muito! Sim! Mas do meu jeito. Meio deturpado.... rss
E acredite, meu jeito é muito mais sincero e verdadeiro do que esse pseudo amor louco pregado por ai.
Você tem aqui, uma pessoinha(infelizmente esse seu fetiche de me ter com 10 centímetros a mais não vai se realizar nunca! A não ser que você me escute e espere a nossa próxima encarnação ou me mande pra China pra fazer os ossos da perna crescerem. E por favorrrrrr, nenhuma da duas alternativas é opção!) que faria qualquer coisa pra te ver feliz. Por mais que isso me machucasse, e me fizesse repensar 500 vezes a minha existência.
Foi conquistado o seu posto de pessoa da minha vida. Com muita conversa, muitos momentos, muita cumplicidade, muito saco(eu sei que nem sou uma pessoa fácil de se conviver!), muitos beijinhus, muito carinho.... e eu passaria aqui muito tempo escrevendo tudo o que vem de você que me faz bem.
Então, melhor encerrar, e esperar que eu possa escrever algumas outras páginas em algum outro momento. Espero sinceramente que sejam muitas....
Porque é assim que penso você; Algo tão maior, a ser descoberto, conhecido, dividido e adorado, mais e mais a cada dia....
E justificando o SUA, antes do Clá, me denomino sua porque a cada momento me vejo mais perto de você e mais longe de qualquer outra pessoa no mundo.
Mais uma balela das frases feitas.... eu sei. Mas nem sou alguém que repete frases massificadas, e você sabe disso.Rsss
Sua, Clá
domingo, 4 de julho de 2010
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